domingo, 9 de novembro de 2014

Resenha: Todo dia, de David Levithan

As pessoas exageram muito na hora de fazer resenhas. Vira e mexe vejo resenhas tão exageradas que parecem ter sido feitas sobre um livro totalmente diferente. Isso me cansa e me desanima na hora de escrever uma resenha que diga o que eu de fato acho do livro, sem tirar nem por.

Esse é o caso de Todo Dia, do David Levithan. Conheci o autor através de Nick e Norah e me interessei pela simplicidade com a qual ele escrevia. Resolvi ler Todo Dia por achar a idéia muito boa e não me arrependi. Ele soube exatamente como trazer uma idéia totalmente diferente pra nossa realidade como se fosse uma história como outra qualquer, dessas que a nossas mães nos contam.

O fato de A ser uma “pessoa” que não possui um corpo dá a entender que não dá pra se identificar com ele, mas eis algo que a escrita simples de David nos traz: a possibilidade de sentir empatia por um ser que visita corpos alheios e vira suas vidas de cabeça para baixo na tentativa de encontrar todos os dias a garota por quem ele se apaixonou. Eu devo confessar que pensei que por mais que esse fosse um livro com uma idéia diferente ele seria apenas mais um livro com potencial que acaba sendo um livrinho de adolescentes, mas felizmente eu estava enganada. Claro que não vou dizer que é o melhor livro que já li na vida e nem que ele não parece surreal demais uma vez ou outra.

Todo Dia é sim um livro para jovens, mas a forma com a qual o personagem encara as coisas no faz pensar que há sim uma lição atrás daquilo tudo (ao contrário da maioria dos livros adolescentes que a gente vê por aí). Será que tudo o que temos é o nosso corpo? Será que esse corpo é a nossa identidade ou será que o que somos não depende do corpo? Será que nosso sexo importa? Será que nossas paixões têm de ser delimitadas pelo físico? Acho que esses são os pontos que mais me fazem gostar do livro e do estilo desse autor. Ele nos trouxe um livro para adolescentes que traz uma mensagem consigo. Não é só mais um daqueles que não vai acrescentar nada na nossa vida... É um livro que te faz questionar coisas que você nem sempre questiona, coisas que estão sempre ali e nem tem motivos para serem questionadas. E, o melhor de tudo, é que tudo isso nos é trazido em uma leitura fácil e divertida, cheia de expectativas e com uma linguagem bem fácil.


Um livro pra se ler em uma tarde e que vai mudar muita coisa em pouco tempo. 

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